Os atletas Kétyla e Kesley Teodoro que participaram dos jogos Paralímpicos de Paris 2024, estiveram na Escola Estadual Rosa Inês para falar sobre o valor do esporte educacional inclusivo.
Os irmãos Kétyla e Kesley Teodoro, paratletas dos 400m. e 100m. rasos, respectivamente, estiveram na Escola Estadual Rosa Inês Bórnia Moreira, no último dia 6 de novembro, para falar aos estudantes sobre esporte educacional inclusivo. Ambos são possuidores da doença de Stargardt, uma enfermidade genética que afeta a retina e falaram sobre suas dificuldades e superação por meio da pratica esportiva até chegar a seleção brasileira.
Os atletas falaram sobre o valor do tema e a importância de discutir e aprender mais sobre o esporte inclusivo. Os atletas relataram aos estudantes como o esporte por mudar a vida de uma pessoa, promovendo a inclusão e também para ter uma vida saudável.

O esporte como profissão, relataram toda a superação que têm que enfrentar no dia a dia, durante os treinos de oito horas diárias, e ainda a falta de patrocínio para viagens, suplementos e materiais esportivos a rotina de um atleta profissional. “Uma sapatilha de corrida chega a custar R$ 1,5 mil e dura cerca de três meses”, comentou Kesley.
Reconhecimento – Por outro lado, o reconhecimento da modalidade aos poucos vem acontecendo. O Centro Paralímpico Brasileiro que fica no Jabaquara, zona sul de São Paulo e a cobertura de alguns eventos pela mídi e principalmente o Bolsa Atleta, traz uma luz de esperança aos atletas. “Hoje estamos em um nível internacional e participamos dos torneios municipais, estaduais e brasileiro, mas ainda é uma luta, pois estes eventos não são divulgados, é uma barreira e lutamos para que ocorra mais divulgação”, comento Ketyla.
De acordo com Kesley, sua rotina diária é de um trabalho comum dos brasileiros. “Nós treinamos de segundo a sábado e nossa rotina é de um trabalho normal, de oito horas por dia. Hoje o esporte tem que bater metas e ser produtivos em todos as áreas por isso palestramos e empresas e escolas para dar o nosso melhor e mostrar aqui aos estudantes, que se eles derem o seu melhor nos estudos, eles serão vitoriosos”, afirmou.
De acordo com Ketyla, ir às escolas é fundamental, pois suas vidas mudaram por meio de um professor de educação física que apresentou a modalidade do atletismo e isso mudou a sua trajetória de vida. “Vamos az escolas pois entramos no atletismo por conta de um professor de educação de educação física, por isto, é importante, pois se eles se dedicarem todos os dias e aos estudos como nós nos dedicamos ao esporte eles serão vitoriosos”, finalizou.
Ouça a entrevista com os atletas.
