Após quase três décadas de funcionamento, a academia popular instalada no Parque Nabuco foi retirada em 2024, após fortes chuvas e quedas de árvores, e desde então o espaço permanece vazio, gerando insatisfação entre frequentadores que utilizavam os equipamentos para a prática gratuita de atividades físicas.
No local, que hoje aparece apenas com solo de pedrisco, troncos cortados e estruturas vazias — como mostram as fotos registradas recentemente — funcionava uma academia improvisada, construída pelos próprios usuários com equipamentos de cimento, como supinos, leg press e outros aparelhos. A iniciativa atendia principalmente moradores que não têm condições financeiras de pagar uma academia particular e sempre contou com manutenção de administrações anteriores do parque.

Segundo frequentadores, a retirada dos equipamentos ocorreu no ano passado, após vendavais e a queda de árvores que atingiram a área. Desde então, porém, nenhuma alternativa foi oferecida à população, o que gerou revolta e questionamentos sobre o futuro do espaço, que antes era um dos pontos mais movimentados do parque.
Diante da situação, foi encaminhado um pedido de esclarecimento à Prefeitura com três questionamentos principais: o motivo da retirada dos equipamentos, a existência de algum novo projeto para o local e se haverá a instalação de novos aparelhos para substituir a antiga academia popular.
Em resposta, a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) informou que a academia foi retirada em 2024 “em decorrência de fortes vendavais que comprometeram suas estruturas”. A pasta acrescentou que “estuda a implantação de um novo projeto para o local, respeitando as práticas tradicionais e promovendo a democratização do lazer”.
Apesar do posicionamento, a Prefeitura não informou se haverá a reposição dos equipamentos, nem apresentou prazos ou detalhes sobre como seria esse novo projeto. Também não foi esclarecido se a comunidade será consultada ou se haverá garantia de que o espaço continuará atendendo gratuitamente a população, como ocorria há quase 30 anos.
Enquanto isso, o local segue vazio, contrastando com sua história de uso coletivo e acessível. Para os frequentadores, a ausência de respostas concretas reforça a sensação de abandono e levanta dúvidas sobre o compromisso do poder público com políticas de lazer e atividade física voltadas à população de b
